Pesquisa aponta IA como aliada do letramento digital

Um artigo científico publicado na Revista Estudos Universitários (UFPE) analisa como a inteligência artificial pode contribuir para práticas pedagógicas mais criativas, críticas e eticamente responsáveis em diferentes contextos educacionais. O estudo, intitulado “Da ludicidade à ética digital: percursos formativos com inteligência artificial em diferentes contextos educacionais”, é assinado pela Profa. Dra. Silvane Gomes (UFMG), uma das professoras colaboradoras do Instituto Dering Educacional (ID Educacional), em coautoria com Geraldo José Rodrigues Liska (UFAL).

A pesquisa apresenta um relato de experiência a partir de três percursos formativos realizados na Educação Básica, no ensino superior e na formação de profissionais da educação. O objetivo central foi investigar o uso crítico e pedagógico da inteligência artificial na produção textual e na formação ética, articulando teoria, prática em sala de aula e reflexão social.

No contexto da Educação Básica, crianças e adolescentes desenvolveram animações curtas com o apoio de ferramentas como ChatGPT, Mootion e Flow. Entre estudantes de graduação, foram exploradas estratégias de escrita acadêmica e práticas de prompt engineering. Já nas formações voltadas a docentes e gestores educacionais, o foco esteve em ética digital, redação oficial e conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Com base em oficinas teórico-práticas interativas, adaptadas às especificidades de cada público, os resultados apontam que a inteligência artificial, quando utilizada de maneira crítica e contextualizada, favorece o letramento digital e o desenvolvimento da autonomia intelectual.

O artigo caminha para compreender que a inteligência artificial generativa atua como um agente enunciador nos processos de coescrita humano-máquina, à luz do Sistema Tecnodiscursivo Adaptativo. Ao integrar ludicidade, autoria e uma ecologia ético-discursiva algorítmica, as práticas analisadas ampliam as possibilidades de inovação pedagógica e reforçam a dimensão humana frente aos desafios éticos da mediação tecnológica na educação.

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